Faltam exatos 90 dias para começar o maior espetáculo dos esportes das Américas, o Pan-Americano, competição que destaca desde esportes consagrados como futebol, vôlei, basquete, ginástica, até os menos conhecidos como esgrima, hóquei sobre grama, badminton, squash, entre outros. Todos os países da América mandarão representantes para buscar as tão esperadas medalhas que homenageiam os campeões. Até aqui tudo lindo, o glamour do esporte vence qualquer barreira, ultrapassa qualquer correnteza e pula de quaisquer alturas.
Mas… Todos sabem que o Pan 2007 – já popularmente conhecido como Pan do Brasil – pode ser que vire a pane 2007. Atletas se esforçam, brigam para conseguirem as vagas, e muitos aqui brigam… Brigam de verdade! Embargam as obras, deixam faltar às verbas necessárias, e mesmo assim sempre dizem que está tudo dentro do previsto, está como sempre foi planejado, e o que vemos são obras inacabadas, muita coisa ainda por fazer, e as pessoas não se conscientizam – e muito – de que se não houver daqui pra frente serenidade e objetividade nos atos, poderá ser o pior Pan de todos os tempos, virando, de fato, uma pane.
Logo o Brasil tão respeitado diante do mundo, como a futura sede de uma Copa do Mundo, candidato a sede das Olimpíadas de (dois mil e?), não vai se sobressair com uma simples estrutura de comportar o Pan? Ê Brasil! A nação espera que dê tudo certo, os amantes do esporte rezam todos os dias para que dia 13 de julho seja um show a parte, uma cerimônia de abertura que cale a boca de muita gente – inclusive a minha -, que o Brasil conquiste inúmeras medalhas, que realmente consiga levantar a bandeira de um povo que grita sempre: “Sou brasileiro, com muito orgulho e com muito amor!”.
Que as autoridades concluam com maestria um sonho de todos, que as pessoas sejam hospitaleiras com aqueles que chegarão para prestigiar o nosso PAN – sem muito apego, sem “pedir nada em troca” -, que torçamos muito por todos os esportes! Porque somos brasileiros e não desistimos nunca.
Que esse PAN, seja PAN mesmo, e não vire nem de longe, uma PANE!


